14 abril 2006

Fica bem, eu convido

O meu irmão convida-me várias vezes para lá ir a casa dele. Outras tantas, o meu pai diz que eu só lá vou atrapalhar.
Quando me diz isso, eu respondo:
"Azar o dele. Se me convidou só para parecer bem, lixei-o ao aceitar, que não tivesse convidado. Se me convidou por prazer, porque me quer lá, então fiz bem em aceitar e ele vai ficar contente por eu lá ir."

Pois é, hoje aconteceu algo parecido com o meu pai. Convidaram-no para uma coisa e ele aceitou! Parece que o convite quando foi feito... foi feito porque ficava bem. Porque indirectamente essa pessoa "queimou-se" e meteu os pés p'las mãos!

Por isso, aqui fica o meu recado, não sejamos hipócritas. Se realmente queremos fazer um convite, entao façamos. Se for só fazer por fazer, porque fica bem... Então preparem-se para que a outra pessoa aceite o convite, mesmo que voces não o queiram!

A meu ver, os convites devem ser sempre aceites, por 2 motivos:
1º Se somos convidados por gosto, é uma desfeita nao aceitar, visto que quem fez o convite faz gosto em o aceitarmos;
2º Se somos convidados só por convidar, porque fica bem... Devemos aceitar para que a outra pessoa não volte a repetir um convite só por convidar, para ficar bem aos olhos dos outros!

Hei, mas isto sou só eu, que não sou muito de aparências...

Os politicos e as faltas

Cada vez mais me mentalizo que ser politico é bom, mesmo não gostando deles...

Esta 5ª feira, o Estado deu tolerância a todos os funcionários públicos. Ora, os políticos estão englobados na tolerância. Mas político que é político, ou trabalha um dia inteiro ou simplesmente não trabalha!! E acho muito bem, porque isto de governar um país tem muito que se lhe diga, não se compadece com o não trabalhar 8h/dia.

Esses "políticos" que trabalharam na manhã de 5ª feira, deviam ser todos fuzilados, onde é que já se viu, trabalhar só de manhã...

Os outros não, os outros são muito mais valorosos!! Além de não trabalharem na manhã de 5ª feira, e para marcar posição e servirem de exemplos aos outros "políticos", que dezigno de políticos de 5ª feira de manhã, assinaram o livro de ponto depois do almoço (na 4ª feira anterior) e algum tempo depois, lá vão eles de férias que vai haver muito trânsito nas estradas... E mais uma vez reforço a ideia, deram o exemplos aos de 5ª feira de manhã que só trabalhar 4h/dia denegride a imagem do profissional da política!

Vistas bem as coisas, quem é que foi o raio do iluminado que se lembrou de fazer votações, nas vesperas de um dia com tolerância à tarde??
Assim todos nós ficámos a saber que para haver quórum nas votações do parlamento são nessessários 116 deputados e que por acaso, sim, só mesmo por um acaso muito grande chamado Pascoa e que é precedida de um feriado que por sua vez é precedido de uma tolerância, naquela tarde de 4ª feira, dia 12 de Abril de 2006, só havia 111 deputados no hemiciclo e que por isso mesmo não havia quórum para as votações se realizarem...

Já agora, se não havia quórum para as votações, será que havia quórum para o hemiciclo estar a funcionar? Haverá algum número mínimo de politicos presentes na assembleia para esta ser aberta para funcionar? Será que quem abre as portas do parlamento, conta as cabeças antes de inserir a chave na fechadura?
São umas pequenas perguntas que me saltaram agora para o "papel"...

Para todos, incluindo políticos de 5ª feira de manhã e os defensores da politica somente a 8h/dia, uma Santa Páscoa.

13 abril 2006

One to many...

"Um(a) a mais..."

Um sonho...
Uma ilusão...
Uma aposta...
Um adiamento...
Um crédito...
Uma certeza...

Será que as pessoas sabem quando parar? Ou será que é sempre da proxima vez que o "um(a)" vai ser dessa vez?
Acredito que para algumas coisas seja dificil de ceder ao desejo e à tentação do "é desta vez" e que por causa disso depois se venha a dizer, como diriam os inglese, "One to many".
- "Um(a) a mais"..., se ele soubesse ter parado quando era tempo e não tivesse tentado mais uma vez, se não se tivesse deixado "eludir" mais uma vez, nada disto teria acontecido e ele não estaria assim...

É assim que muitas historias acabam... Cabe a cada um de nós saber quando é que chegou o ponto de dizer "one to many".

05 abril 2006

A culpa é dos outros

Estava eu a ouvir as noticias na TV, quando oiço a jornalista dizer "Estado prepara-se para diminuir o valor da taxa de alcoolémia permitida por lei, 0.5, caso os vitivinicultores não baixem o número de sinistros na estradas".

Eu até pensei que tinha ouvido mal, mas não... É verdade, parece que o estado quer fazer isso mesmo, quer culpabilizar os vitivinicultores dos acidentes existentes, todos os dias, nas estradas de Portugal.

É impressão minha, ou estão a tentar sacudir a água do capote? Porque raio terão de ser os vitivinicultores de prevenir os acidentes? Actualmente, toda a publicidade a produtos alcoolicos já tem a frase "Seja responsavel, beba com moderação". É verdade que alguns acidentes se devem ao excesso de alcool, mas não só, há vários factores.
Só falta o estado vir dizer que o produtores de leite vão passar a ser responsabilizados de todos os acidentes provocados pela osteoporose por as pessoas não beberem leite suficiente.