25 setembro 2005

Não fui eu...

Eu e a política... temos uma relação muito directa: existe e eu não gosto dela!

Em Maio de 2003, uma autarca nacionalmente conhecida, não só por ter o nome igual ao da terra onde exercia como também por gostar muito da cor azul e do Brasil, "saiu" (eu continuo a dizer que fugiu, embora como tenha saido do país antes de se saber que a policia andava atrás dela não pode ser considerado uma fuga) do país para "se poder defender juridicamente" como ela prépira o disse.
Ao regressar, foi logo detida e levada para interrogatório pela policia. Uma atitude que eu considero a mais correcta.

Nesta história toda, há 3 coisas que eu nunca percebi:
1- Porque é que no início desta história a senhora teve tanto tempo de antena, mesmo estando lá longe, no outro lado do oceano, no Brasil? Ela não escolheu sair do país e ir para o estrangeiro? Então deixem-ma em paz e não lhe liguem, se ela quiser falar com as pessoas que tivesse junto delas que não tivesse fugido. Confesso que sempre que vejo esta história na TV, mudo de canal...

2- Não estou a dizer que ela é culpa, porque na nossa sociedade, as pessoas são inocentes até prova em contrário. Quanto tempo ela ficou a receber o seu ordenado de presidente da câmara de Felgeuiras enquanto estava a vários milhares de Kms de distância? Não coloco esta questão do ponto de vista dela ser culpada ou não, mas sim devido à longa ausência do seu local de trabalho. Será que ela alegou algum tipo de justificação plausivel? Se calhar foi visitar um familiar, já que tem a dupla nacionalidade, e o carro ficou sem gasolina...

3- Como é possível que a juíza tenha decidido que não havia risco de fuga por parte da arguida quando a ouviu após ter sido detida quando regressou? Será que já está tudo combinado para este caso ser mais um dos que é abafado? Nesse caso, realmente não há risco de fuga.
Isto pode aprecer mais uma teoria da conspiração, mas será que uma pessoa que foge uma vez, não irá fugir uma 2ª ou 3ª? Por mim, até prefiro que ela não fique em prisão preventiva, assim não tenho de lhe pagar a aliemntação nem a dormida e a roupa lavada!

A Fátima Felgueiras vai concorrer novamente nestas eleições autarquicas, agora como independente. Achei, no mínimo, irónico o nome do movimento da sua campanha. Para uma pessoa que se ausentou durante mais de 2 anos do seu país e região nada melhor do que ter como apoio um movimento chamado "Movimento Sempre Presente". Só falta saber se o que está sempre presente é a vontade de trabalhar, de encher sacos (e não estou a falar do termo brasileiro) se é outra vontade qualquer.

Quanto ao resultado eleitoral, o povo de Felgueiras sabe o que é melhor para si... Como não conheço o seu trabalho na câmara, não a vou julgar nesse ponto de vista.
Conheço melhor a realidade de Oeiras, onde se passa mais ou menos a mesma coisa, um concorrente à câmara municipal (Isaltino Morais) é um antigo presidente, com provas dadas e do qual as pessoas gostam dele, também tem uma história a pairar sobre si.
Em ambos os casos, os populares das respectivas regiões gostam dos antigos presidentes e querem-nos ver de novo no "poleiro".

Continuo a achar que até todas estas histórias serem resolvidas, as pessoas não se deviam candidatar a bem da transparência.

11 setembro 2005

Soldadinhos de Fato

EM FRENTE, MARCHA... 1, 2, 3... 1, 2, 3... 1, 2, 3... ALTO, DIREITA... VOLVER! SENTAR, TRABALHAR!!
E assim começa mais um dia de trabalho para muitas pessoas...

O dia inicia com o acordar, a higiene pessoal e a escolha do traje para se levar para o empego. Alguns têm o previlégio de escolher como vão vestidos, outros, nem por isso... A unica coisa que escolhem, é a cor da gravata e da camisa, porque fazem parte de uma elite a que se chama consultores.
Na esperança de ser diferente, o consultor "mancebo" pergunta ao seu "capitão": Eu estou a trabalhar numa sala fechada, onde ninguém me vê, não tenho contacto nem com o público nem com o cliente, é necessário trabalhar de fato?
Ao que este lhe responde: "A imagem de marca da nossa empresa é o consultor ir trabalhar de fato".

Ok, esta empresa é como uma equipa, reconhece-se pelas cores do equipamento, neste caso, por trabalhar de fato. Mas... que estranho!... Isto é só pessoas de fato na rua, nos transportes, nos diversos clientes por onde andam... Queres ver que esta empresa tem milhares de trabalhadores? Depois de algum contacto social, fiquei a saber que não, afinal não é assim tão grande. Afinal de contas há várias equipas neste jogo, e não é que todas usam o mesmo equipamento, todas andam de fato??? Agora como é que eu vou diferenciar as empresas dos consultores? Se calhar não reparei bem e cada consultor até tem o emblema da sua equipa na lapela do fato, ou no bolso, como a nossa grande selecção.
Mais uma vez, enganei-me... não trazem nada, só mesmo um fato. Bom, parece que esta imagem de marca é muito... homogénia. Embora seja imagem de marca da empresa usar fato, parece que de todas as outras também o é. Perdi-me, já não consigo distinguir ninguém, já não sei de que empresa é cada um, só vejo fatos à minha frente...

Não, esperem lá... As pessoas que andam de fato trabalham melhor do que as que se vestem sem ele! O trabalho em mãos verifica que é alguém de fato que lá está e por isso torna-se muito mais fácil. Sim, porque aqui as capacidades das pessoas não se têm em conta, basta estar de fato para trabalhar melhor.
O pior é o raio da gravata que aperta o pescoço e sufoca... O desconforto que causa nos dias de Verão. Ai que bem que se estava com uma roupa mais leve. Só de pensar nisso, nem consigo trabalhar! Agora que falo nisso, não é que isto só me está a atrapalhar?? Se eu viesse com outro tipo de roupa, continuava a ser eu mesmo, o tal que conseguiu acabar o curso com XX valores, e com os mesmos conhecimentos, quer traga fato ou algo não tão formal. Vai na volta, vou perguntar ao meu "capitão" se não será possível ser um pouco mais flexível com a indumentária laboral.

Eu tive sorte. O meu "capitão" permitiu que o meu traje fosse um pouco diferente. Basta-me andar bem vestido, mesmo que mais informal ou casual, e saber distinguir as ocasiões. Quando for preciso, há que usar a típica fatiota do consultor.

Confesso que para mim, o fato é para ser usado nas ocasiões especiais embora compreenda quem goste de o usar todos os dias, mesmo que seja um estilo de roupa diferente do que é normal na pessoa, quando é livre de vestir o que gosta, como é o caso do meu amigo RDiz, que de dia é "banqueiro" e à noite se tranforma e passa a ser um "street".

O Einstein tinha 7 fatos, todos iguais, porque assim de manhã não perdia tempo nem calorias a decidir a roupa que usaria nesse dia... E até há quem diga (as mulheres) que de fato, os homens ficam muito melhor, mais bonitos. A vida é difícil...

CONTINUA A TRABALHAR!! 1, 2, 3... 1, 2, 3... 1, 2, 3... ALTO, PAROU!! DESLIGAR COMPUTADOR E MONITOR. ARRUMAR CADEIRA!!
E assim termina mais um dia de trabalho para muitas pessoas...

03 setembro 2005

Excêntrico

Preços e iva, tudo aumenta...

Eu não sou fumador, até acho bem que o tabaco suba, uma vez que é um produto supérfluo (a esta hora já estou a levar na cabeça do meu irmão, que é fumador e não quer que o tabaco suba) e pode ser que com a subida algumas pessoas comecem seriamente a pensar em deixar de fumar, coisa que duvido, mas isso é outra história. Há muitos outros produtos que poderão ser considerados supérfluos, tais como os sumos, chocolates, idas ao cinema, à bola, etc.
Mas... será que um simples iogurte de soja o seja? A um iogurte normal é cobrado o iva a 5% enquanto ao de soja é a 21%. Visto desta maneira, os senhores nossos governantes estão a dizer-nos isso mesmo, que o iogurte de soja é um bem supérfluo e que o normal é um bem essencial.

Há uns tempos atrás, até eu diria que o iogurte de soja era um bem supérfluo, mariquices por parte daqueles que querem ser diferentes ou que têm a mania de comer só coisas saudáveis. Até que chegou o momento em que um médico me disse que eu tinha de deixar de beber leite e comer os seus derivados, tudo coisas que eu simplesmente adoro! Tinham-me retirado cerca de 25% da minha alimentação. Foi um choque para mim. Primeiro, porque tive que me habituar a beber leite de soja, coisa que me custou mesmo havendo inúmeros sabores, ao contrário dos iogurtes que até são bons. Depois veio a manteiga de soja, que desconhecia que existia, e ainda estou desconfiado que vou descobrir muito mais deste mundo que ainda pouco conheço.

Mas o pior pesadelo foi ao ver o talão do supermercado e verificar que o iva dos produtos de soja é de 21%!!! Será que a um iogurte de soja se deve cobrar 21% em vez dos 5%? Não serão também estes iogurtes um bem essencial para quem não pode consumir produtos lácteos? Ou será que estes "doentes" são todos pessoas ricas a quem se deve cobrar por esta excentricidade de simplesmente querer comer um iogurte?
Eu vou sendo um "excêntrico", mesmo não sendo rico...