09 outubro 2005

Não me atraiçoes coração...

Coração...
Segundo dizem, todos temos um, embora algumas pessoas não o demonstrem, mas todos nós sabemos que ele lá está.
Quem nunca se sentiu traido por ele? Uma ou outra atitude realizada utilizando o coração, em vez da razão, que depois se veio a revelar não ter sido a melhor escolha... Penso que ninguem.
Quem nunca sentiu a traição no seu coração quando a sua "cara-metade" diz ou faz algo que nos deixa o coração a sangrar por vermos que algo em que acreditávamos e no qual residia o nosso futuro vai por agua abaixo ou porque simplesmente para a outra pessoa a relação não tem maus futuro? Penso que poucas pessoas.
Em ambos os casos, quase sempre tudo tem remédio. O pior não é este tipo de traição...

A pior traição é a traição do nosso próprio coração, quando nos começa a dizer que está cansado... Quando vamos fazer um exame e ele nos diz que o nosso coração tem um problema! É aí que nos começamos a interrogar: "Eu tenho feito desporto, tenho comido bem, porque começas a falhar?"; "Ataque cardiaco? Não me lembro de ter tido nenhum...".
O que fazer nestes casos? O que fazer enquanto não se tem a certeza do que se passa connosco? Será que devo contar aos meus familiares? Será que guardo para mim porque pode não passar de um pequeno erro ou de algo sem importância e não vale a pena assustar quem me rodeia? Mas... e se eu tiver mesmo alguma coisa? Com o coração não se brincar! Não é o mesmo que perder uma namorada e depois arranjar outra, coração há só um! Quando ele decide descansar permanentemente, eu vou descansar também...
E o tempo que vai desde o aviso de que algo não vai bem, passando p'la realização de exames até à conclusão sobre o nosso mal? É um periodo penoso. Somos invadidos por todos os tipos de pensamentos e o tempo parece nunca mais passar! E muitas vezes, não somos nós que sofremos, mas sim quem está ao nosso lado...
Mas quando ouvimos o médico dizer que não temos nada, é um alivio! O pior é quando ele não diz nada disso, mas sim que existe "algo"...

Será que se deve passar o tempo que vai desde o inico do "problema" até ao fim, periodo esse onde não temos nenhuma certeza, preocupados a pensar no que poderemos vir a ter ou será que nos devemos preocupar só quando temos certezas?

Uma coisa é certa... Coração, não me atraiçoes!!!

1 Comments:

Blogger Bernardo said...

Vive cada dia intensamente. Extrai o máximo do dia-a-dia e vais ver que os dias se tornam menos penosos... mas com conta, peso e medida!
Grande abraço.

20/10/05 00:13  

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